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MAL-ACOSTUMADO

23/06/2011

folha branca
franca
intimida tudo de dentro
e foge fácil o momento

quis escrever tal vez
poesia crua
dura
e pior que não cura

não quando fica assim
se esconde
todo onde
cadê?
vergonha, porquê

na realidade é a insuficiência
essa demência
é dá muita raiva, sabe, amor

mastigar tudo tanto
por pensamento
e na hora do pranto, do canto
palavras ao vento
desoriento

e a boca retrai
a mente trai
a mão recai
e nada
nada sai

e a tão falsa epifania
falsamente sacia
falsamente abrevia
e enganando esvazia

e então tá tudo bem.

mas depois
que o amor se foi
não estão a dois
a dor reflui

com dentes
se prende
arranca, destroça
se abriga
me almoça
e desanca, me ofende

se tranca
cruelmente
e cultiva, e cresce
e nasce e morre

e sempre sempre me acorre
quando novamente
em minha frente
o amor se põe imponente

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