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vai ser um dia bem longo

19/06/2011

Acordo com a luz. Oito horas da manhã. Dor nas costas, tensão do sono. E remoendo e remoendo os sonhos, pesadelos, angustiantes. E,com todas as forças, aquela voz que ecoa – o ontem não é nada. nunca será. o hoje e o agora no cobertor quente podem ser um refúgio se a isso se permitir. pensa na efemeridade. pensa. no tempo. que você já escreveu. tenta. que não vale sofrer por um silêncio, muito menos por um conflito interno que não fede nem cheira. esse sofrimento não é digno. controla sua cabeça. e dá-lhe paulada.
resíduos em prática…. levanto então; que tal aquele trabalho de freud? e na ciência/filosofia/o que seja encontramos uma nova perspectiva. mais um braço que incentiva – sim, olha pra civilização. pensa nos seus instintos, hipotéticos, no seu inconsciente, incerto. é tudo isso essa merda mesmo, não precisa se prender…
então escrevamos. Nove horas. algum avanço? Mas será que corro, que choro, que trabalho, praia, tv ou só estaticamente permaneço?

e o nada? sua culpa, nada! absoluto nada…… grande imenso imperioso nada. antes houvesse alguma coisa…

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