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poesia

11/06/2010

quero ser poesia

poesia pouca, livre

poesia simples

nada de rimas ricas

quero rimas pobres!

muito pobres

óbvias

irracionais

a única métrica é a batida do coração

as palavras saem da mão

que nem o ar sai do corpo

sozinhas, no seu ritmo

nada planejado, calculado, carimbado

coisas diferentes

sem repetições

de sons

meus hiatos são hiatos

e nunca abreviados

pra caber dentro do ritmo

quero a liberdade da espontaneidade

no amor,na dor, na flor, no elevador…

poesia em tudo! captar a poesia do ar

que voa sobre meus olhos

meus sentidos

cada percepção uma poesia

cada som uma nova estrofe

cada visão uma nova rima

e o título vem do cheiro das flores…

qualquer que seja o caminho

quero dele feita a mais bela

e longa

e livre

e irracional

e infinita

poesia.

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